Em Chiloé, o Chile ganha outra cara. São ilhas recortadas por águas frias, bosques, pequenas comunidades, igrejas de madeira e uma cultura que se desenvolveu com certa distância do restante do país. É nesse pedaço do sul chileno que fica o Refugia Chiloé, hotel que acaba de manter, pelo segundo ano consecutivo, suas Duas Chaves MICHELIN.
O reconhecimento aparece na seleção de hotéis de 2026 e ajuda a explicar uma característica central da propriedade: Chiloé não serve apenas de cenário. Está na arquitetura, no que chega à mesa, nos passeios e até no barco usado para explorar o arquipélago.
São apenas 24 quartos na Península de Rilán, diante da Baía de Pullao. Madeira, tejuelas e outros materiais naturais aparecem na construção contemporânea, enquanto as grandes janelas fazem um trabalho importante por ali: deixar a paisagem entrar.
Chiloé começa antes de chegar no hotel

Refugia Chiloé / Foto: Divulgação
Não existe uma única fórmula para explorar o arquipélago. Os passeios são definidos de acordo com os interesses dos hóspedes, a época do ano e as condições do dia.
Dá para sair a pé, de bicicleta elétrica, a cavalo ou de caiaque. Também entram nos roteiros mercados, vilarejos, comunidades e as tradicionais igrejas de madeira espalhadas pelas ilhas. Algumas delas fazem parte do conjunto de Igrejas de Chiloé reconhecido como Patrimônio Mundial pela UNESCO.
E, em um arquipélago, eventualmente é preciso entrar na água. Para isso, o Refugia tem a Williche, embarcação construída artesanalmente na própria região e usada para navegar entre as ilhas. O passeio acompanha uma geografia em que o mar nunca foi apenas paisagem: ele faz parte da rotina, da economia e da história de Chiloé.
Da ilha para a mesa
A cozinha também olha primeiro para o que existe ao redor. O restaurante trabalha com produtos da própria horta e ingredientes de agricultores, pescadores e outros fornecedores locais, seguindo a sazonalidade da região.
Peixes, frutos do mar, vegetais e ervas aparecem no cardápio, mas uma das experiências mais particulares é o curanto, preparação tradicional de Chiloé em que carnes, frutos do mar, batatas e outros ingredientes são cozidos sobre pedras aquecidas em um buraco no solo.
No hotel, a refeição ainda ganha acompanhamento de música local. Definitivamente não é o tipo de jantar que caberia facilmente em qualquer outro endereço.
E depois, spa
Depois de caminhar, pedalar, remar, cavalgar ou navegar pelo arquipélago, existe uma alternativa bastante convincente: não fazer mais esforço nenhum.
O spa reúne piscinas, sauna, sala de vapor, massagens e tratamentos em um espaço voltado para a Baía de Pullao. Alguns dos cuidados também incorporam produtos locais.
A temporada 2026–2027 do Refugia Chiloé começou em 30 de setembro e segue até 2 de maio de 2027.
As Duas Chaves MICHELIN ajudam a colocar o hotel no radar, mas são os detalhes mais chilotes que explicam melhor a experiência. Em poucos dias, dá para navegar em um barco construído na ilha, visitar igrejas centenárias de madeira, comer um almoço preparado debaixo da terra e terminar o dia diante da baía. Chiloé faz o resto.










