Há duas décadas, Fernanda Niemeyer e Renata Alhadeff começaram a construir uma marca em torno de uma ideia que permanece no centro da A.Niemeyer: roupas confortáveis, feitas para acompanhar diferentes momentos e menos dependentes das tendências de cada temporada. Em 2026, a marca completa 20 anos e leva parte desse repertório para Jardim do Tempo, sua coleção de Verão 2027.

As fundadoras da A.Niemeyer, Fernanda Niemeyer e Renata Alhadeff./ Foto: Alexandre Virgílio
Modelagens despretensiosas, matérias-primas diferenciadas e uma cartela em que os tons neutros ocupam lugar importante ajudaram a formar uma identidade reconhecível. O off-white ganhou espaço especial e atravessou diferentes fases da marca ao lado de terrosos, azuis, cinzas e tons de camelo.
O conforto como ponto de partida

A exposição realizada em São Paulo reuniu 35 looks de diferentes momentos da trajetória da marca./ Foto: Alexandre Virgílio
Desde o início, a A.Niemeyer buscou aproximar conforto e sofisticação sem tratar as duas ideias como opostas. A proposta ganhou forma em peças de caimento amplo, tecidos de toque natural e modelagens pensadas para permanecer no guarda-roupa além de uma única estação.
Com o tempo, essa maneira de pensar a roupa também aproximou a marca do slow fashion. A produção nacional, a atenção às matérias-primas e a busca por peças de maior longevidade passaram a fazer parte de uma trajetória marcada pela continuidade.
Em agosto, parte dessa história foi revisitada em uma exposição realizada em São Paulo. Trinta e cinco looks de diferentes períodos da A.Niemeyer apareceram ao lado de criações atuais, colocando em perspectiva elementos que acompanham a marca há anos, como as tramas, os tons naturais e as modelagens que privilegiam a liberdade de movimento.
Um jardim para o novo verão

Azuis desbotados, florais e novas texturas aparecem na coleção de Verão 2027./ Foto: Henrique Falci
É desse repertório que nasce Jardim do Tempo. Desenvolvida no ano do vigésimo aniversário da marca, a coleção de Verão 2027 parte dos ciclos da natureza e trabalha a ideia de transformação sem abandonar códigos que já fazem parte da A.Niemeyer.
A cartela reúne marfim, areia, terracota, blush e azuis desbotados. Calças, macacões e peças de alfaiataria aparecem em novas texturas, estampas e tonalidades, ampliando as possibilidades dentro do guarda-roupa da temporada.
Os florais também ganham espaço em versões menos óbvias, combinados aos tons terrosos e aos azuis lavados que atravessam a coleção.
Texturas e construções
A matéria-prima ajuda a definir o acabamento de Jardim do Tempo. A palha de seda aparece em camisas, vestidos e saias, enquanto o algodão jeans manchado chega a coletes e peças de alfaiataria. Malhas texturizadas, moletons bordados, jacquards e crochês exclusivos completam a seleção.
O trabalho de superfície aparece em bordados, tramas e diferentes acabamentos, acrescentando relevo às peças sem pesar nas modelagens.
A coleção reúne ainda alfaiataria, vestidos, camisas, macacões e peças de caimento mais solto, compondo um guarda-roupa que transita por diferentes momentos do dia.
“Ao longo dos anos, entendemos que o legado de uma marca é construído pelas histórias que atravessam o tempo, muito mais do que por coleções isoladas”, afirmam Fernanda Niemeyer e Renata Alhadeff.










