Se antes os cruzeiros fluviais ocupavam um lugar mais específico no imaginário do viajante brasileiro, esse cenário começa a mudar. A procura pela modalidade segue em curva ascendente no país e acompanha um viajante que parece cada vez mais interessado em trocar a pressa por uma forma diferente de percorrer o mundo: navegando entre cidades, culturas e paisagens sem precisar fazer e desfazer as malas a cada parada.
Nesse movimento está a Velle, única especialista em cruzeiros fluviais da América Latina, que vem ampliando a presença de marcas internacionais no mercado brasileiro. Entre elas está a AmaWaterways, presente em seu portfólio há mais de uma década e que, ano após ano, vem dedicando mais espaço ao Brasil.
Em 2026, essa relação ganhou um novo capítulo. A companhia lançou saídas exclusivas para o mercado brasileiro, com uma experiência a bordo também oferecida em português, resultado de anos de desenvolvimento e expansão da marca no país.

AmaLucia pelo Rio Reno/ Foto: Divulgação
E a expansão não para por aí. A AmaWaterways projeta ultrapassar 50 navios até 2032 e, nesse contexto, lançou o AmaBrasil, programa com seis saídas dedicadas ao público brasileiro entre novembro deste ano e julho/agosto de 2027. Entre as inclusões estão cruise directors falantes de português, cardápios e jornal diário em português, guias locais falando o idioma nas principais excursões e noites temáticas. A iniciativa é comercializada no país pela Velle.
O momento de crescimento também vem acompanhado de uma nova imagem. Em janeiro, a AmaWaterways renovou sua identidade visual: a tradicional coroa deu lugar a um novo logotipo, inspirado na herança musical e na fluidez dos rios, acompanhado por uma nova paleta de cores e por fotografias de hóspedes e tripulantes reais.
Mais do que uma mudança estética, o reposicionamento acompanha uma empresa que cresce e olha com mais atenção para os mercados onde pretende avançar. Para Ricardo Alves, CEO da Velle, os dois movimentos estão conectados.
“A expansão da AmaWaterways no mundo é reflexo direto de um movimento que já vemos aqui no Brasil há alguns anos: o cruzeiro fluvial deixou de ser um produto de nicho e passou a ser desejo de consumo de um viajante mais maduro, que busca profundidade cultural, conforto e um ritmo de viagem diferente do turismo tradicional”, afirma.
Elas também descobrem os rios

Cruzeiros fluviais conquistam o público feminino por unirem conforto e segurança durante a viagem/ Foto: Divulgação
Mas quem é esse viajante? Não existe uma resposta única. Entre os públicos que ajudam a contar a história do amadurecimento dos cruzeiros fluviais no Brasil está um grupo que vem ganhando espaço: mulheres que viajam juntas.
Márcia Galvão, gerente regional de vendas para o Brasil da AmaWaterways e com expertise nesse segmento, acompanha grupos de mulheres solteiras e casadas, amantes de viagens em grupos exclusivamente femininos, uma modalidade que cresce em diferentes nichos. Para elas, o destino importa, claro, mas existe algo que pode pesar tanto quanto o lugar para onde se vai: com quem se divide o caminho.
“O que elas buscam, acima de tudo, é conexão: fazer amizade, viver o mundo com segurança e no próprio ritmo, sem a correria de fazer e desfazer a mala. No cruzeiro fluvial, o navio vira praticamente a casa delas, com boa gastronomia, uma taça de vinho na mão e cada porto revelando uma cultura nova”, conta.
A própria dinâmica da viagem ajuda a criar esses encontros. O quarto permanece o mesmo enquanto a paisagem muda do lado de fora. Em terra, novos destinos; a bordo, refeições e momentos compartilhados. É uma viagem que permite conhecer vários lugares sem recomeçar a rotina a cada parada.
E algumas das histórias continuam mesmo depois que o navio atraca pela última vez. “É impressionante como essas viagens criam amizades: elas trocam experiências, se apoiam, vivem momentos inesquecíveis juntas”, diz Márcia, que vê nesse público um nicho em expansão.
Português a bordo

AmaDante, parte da frota da AmaWaterways/ Foto: Divulgação
É justamente para um mercado que já amadureceu no consumo de cruzeiros fluviais que chega o AmaBrasil. Depois de mais de uma década comercializando a AmaWaterways no país, a Velle vê a parceria entrar em uma nova fase, agora com o português fazendo parte da experiência a bordo.
Como resume Ricardo Alves, “o programa AmaBrasil nasce exatamente para atender esse momento, trazendo para o brasileiro, em português, a mesma experiência que a marca está reposicionando globalmente”.
Impulsionado pela alta procura brasileira por cruzeiros fluviais e pelo trabalho da Velle, o Brasil deixou de ser apenas passageiro e passou a entrar na conversa. E, desta vez, os rios também falam português.










