O que a Rainha Vitória, o torneio de Wimbledon e uma taça de Champagne têm em comum? A resposta está em Reims, na França, onde a Maison Lanson escreve sua história desde 1760. São 266 anos de produção, uma relação antiga com a realeza britânica e uma filosofia que resiste à passagem do tempo. Neste Champagne Day, celebrado em 23 de outubro, a trajetória da maison oferece um bom motivo para olhar além das borbulhas.
A história começa em uma das regiões vitivinícolas mais conhecidas do mundo. Afinal, nem todo espumante é Champagne: para receber essa denominação, o vinho precisa ser produzido na região homônima, no nordeste da França, respeitando regras específicas que incluem colheita manual, segunda fermentação na garrafa e períodos mínimos de maturação.
Mas, dentro desse universo, cada maison desenvolve sua própria personalidade. No caso da Lanson, a assinatura está na acidez marcante e no frescor, características preservadas por uma escolha técnica que atravessa gerações: evitar, tradicionalmente, a fermentação malolática, processo que suaviza a acidez natural dos vinhos.
Entre coroas, raquetes e borbulhas

Le Black Création Brut, Maison Lanson/ Foto: Divulgação
Poucas maisons podem contar sua história passando por tantos cenários diferentes. Em 1798, a Lanson adotou a Cruz de Malta como emblema, em homenagem ao filho de seu fundador. Pouco mais de um século depois, em 1900, recebeu um Royal Warrant da Rainha Vitória, tornando-se fornecedora oficial da Corte britânica.
A relação com a Inglaterra continuou e chegou também ao universo esportivo: a maison é parceira de Wimbledon, o mais antigo torneio de tênis do mundo, onde o Champagne faz parte das tradições de hospitalidade.
Hoje, sob a direção do chef de cave Hervé Dantan, a Lanson mantém sua identidade enquanto explora diferentes expressões das uvas Chardonnay, Pinot Noir e Meunier, variedades que ajudam a construir a personalidade dos vinhos da região.
Um Champagne para cada ocasião

Le Rosé Création, Maison Lanson/ Foto: Divulgação
Entre os rótulos da maison, o Le Black Création Brut representa uma das expressões mais conhecidas de seu estilo. Herdeiro do clássico Black Label, traz uma curiosidade na própria garrafa: cada edição recebe um número correspondente à sequência de assemblages realizados desde a fundação da casa.
Para quem gosta de descobrir o que o tempo pode fazer por um vinho, o Le Vintage 2013 segue outro caminho. Elaborado com uvas de uma única safra, passa pelo menos nove anos em contato com as borras da fermentação, desenvolvendo aromas de avelãs, mel, flor de laranjeira e frutas secas.
Já o Le Rosé Création recupera uma tradição que começou em 1833, quando a Lanson passou a produzir Champagne rosé. Hoje, a maison mantém uma reserva específica de vinhos rosés para preservar as características do rótulo ao longo dos anos.
Segundo Gabriela Bigarelli, sommelière e embaixadora da Maison Lanson no Brasil, o consumidor brasileiro também está descobrindo novas maneiras de apreciar a bebida. Mais do que escolher um Champagne para brindar, cresce o interesse por compreender sua origem, as técnicas de produção e as particularidades de cada casa.
“Para mim, essa é uma das transformações mais interessantes: deixar de olhar apenas para as borbulhas e começar a compreender o vinho que existe por trás delas”, explica.
E talvez esteja aí uma das melhores maneiras de celebrar o Champagne Day. Afinal, com diferentes níveis de acidez, estrutura e doçura, a bebida pode acompanhar uma refeição inteira, dos aperitivos aos pratos principais, sem precisar esperar por uma grande comemoração.
No Brasil, os rótulos da Maison Lanson são importados exclusivamente pela Cantu Grupo Wine.










