Velle apresenta outro ângulo para descobrir o mundo com cruzeiros e iates de luxo

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Nilo, Mekong e Ganges colocam novos destinos na rota dos cruzeiros fluviais de luxo

by Maria Clara Rezende - 17/10/2026

O Nilo, no Egito, atravessa uma região que concentra alguns dos templos mais importantes da Antiguidade. No Vietnã e no Camboja, o Mekong passa por mercados e comunidades onde os barcos ainda fazem parte da rotina. Já na Índia, o Ganges permite conhecer cidades pouco presentes nos roteiros turísticos tradicionais. São três rios que vêm atraindo a atenção dos viajantes interessados em cruzeiros fluviais de luxo, uma modalidade muito associada aos itinerários europeus pelo Reno e pelo Danúbio.

Segundo a Grand View Research, o segmento fluvial tem previsão de crescimento médio de 14,4% ao ano até 2033. A brasileira Velle, especializada nesse mercado, reúne itinerários que combinam embarcações de alto padrão com visitas a templos, cidades históricas e comunidades ribeirinhas.

Faraós, templos e um Egito que vai muito além das pirâmides

AmaDahlia, navio da AmaWaterways/ Foto: Uniworld

As pirâmides de Gizé costumam dominar os roteiros pelo Egito, mas boa parte do patrimônio do país está no trecho do Nilo que liga Luxor a Assuã. Em Luxor, o complexo de Karnak conserva templos construídos ao longo de diferentes dinastias. Na outra margem, fica o Vale dos Reis, onde foi encontrada a tumba de Tutancâmon. Mais ao sul, o templo de Kom Ombo chama a atenção pela estrutura dedicada a duas divindades, Sobek e Hórus.

Conhecer essa região por navio tem atrativos que vão além da praticidade de visitar diferentes monumentos sem trocar de hospedagem. Ao longo da navegação, plantações e pequenas comunidades aparecem lado a lado com o deserto, revelando a importância que o Nilo ainda tem para a população egípcia.

No roteiro Secrets of Egypt & The Nile, da AmaWaterways, a programação no Cairo é combinada com sete noites de navegação. Uma das embarcações é o AmaDahlia, com 36 cabines e capacidade para 72 passageiros. Segundo a Velle, o programa também oferece tripulação e excursões em espanhol, um diferencial para os latino-americanos interessados em conhecer a história dos sítios arqueológicos com explicações nesse idioma.

Do Vietnã ao Camboja, pelo caminho das águas

Experiência do roteiro Riches of the Mekong da AmaWaterwyas/ Foto: AmaWaterways

No sul do Vietnã, o Mekong se espalha por canais que servem de caminho para barcos, mercadorias e moradores. O delta reúne mercados, plantações e oficinas artesanais, com paradas que permitem conhecer uma região pouco parecida com as grandes cidades vietnamitas. Uma delas é Sa Dec, ligada à juventude da escritora francesa Marguerite Duras.

Seguindo para o Camboja, os roteiros alcançam Phnom Penh, onde templos budistas e o Palácio Real dividem a programação com visitas a lugares que preservam a memória do Khmer Vermelho. Algumas viagens incluem ainda uma extensão a Siem Reap, ponto de partida para conhecer Angkor Wat, templo construído no século XII, durante o Império Khmer.

Além da variedade de visitas, o Mekong se diferencia pelas opções de embarcação. A AmaWaterways opera o AmaDara; a Uniworld, o Mekong Jewel; a Scenic, o Scenic Spirit; e a Emerald Cruises, o Emerald Harmony. A diversidade permite comparar estilos de hospedagem, duração dos roteiros e excursões. Para quem deseja conhecer o Vietnã e o Camboja, é uma forma de incluir pequenas localidades no percurso, sem depender apenas das paradas nas grandes atrações.

Ganges, outra Índia além do Taj Mahal

Ganges Voyager II, da Uniworld/ Foto: Uniworld

Déli, Agra e Jaipur formam o Triângulo Dourado, conhecido por monumentos como o Taj Mahal e os palácios do Rajastão. A proposta da Uniworld é combinar esse circuito com uma região menos presente nas primeiras viagens à Índia: as cidades às margens do Ganges, rio sagrado para os hindus e parte importante da vida cotidiana de milhões de pessoas.

O itinerário India’s Golden Triangle & The Sacred Ganges, de 13 dias, começa pelas atrações do Triângulo Dourado e segue até Calcutá, onde os passageiros embarcam no Ganges Voyager II. Na etapa fluvial, aparecem localidades como Kalna, que abriga um conjunto de 108 templos dedicados a Shiva, dispostos em círculos concêntricos, e Matiari, conhecida pelos artesãos que trabalham com latão.

A possibilidade de combinar visitas a grandes monumentos com percursos por cidades menores é um dos atrativos desses itinerários. Para Ricardo Alves, CEO da Velle, a oferta atual de embarcações e serviços também ampliou as possibilidades para quem deseja conhecer destinos fora da Europa sem abrir mão do padrão dos cruzeiros de luxo.

“Não é mais preciso escolher entre exclusividade e estrutura. Hoje é possível navegar pelo Nilo ou pelo Mekong com o mesmo padrão de serviço que o viajante já conhece na Europa, e com opções de embarcação, idioma e roteiro que não existiam há poucos anos.”