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Bar Boca de Ouro, berço do Macunaíma, é endereço certo para bons goles em SP

Em um sobrado discreto da rua Cônego Leite, em Pinheiros, nasceu um coquetel que representa o Brasil mundo afora: o Macunaíma (cachaça envelhecida, limão, xarope de açúcar e Fernet branca). Seu criador foi o jornalista Arnaldo Hirai, que junto de seu colega Renato Martins, desafiou as leis da lógica para transformar “abrir um bar com seu amigo” em, como em poucas ocasiões, uma boa ideia.

Na época, meados de 2012, o hype eram as cervejas artesanais. Assim, o Boca de Ouro começou como um bom balcão para uma cerveja gelada. Hoje, os pratos e copos colocados neste mesmo balcão criam tendências, formam opiniões e embriagam o público. Foi lá que a moda do negroni foi impulsionada, depois a do Fitz e agora o ‘Macu’.

Macunaíma, criado por Arnaldo Hirai no Boca de Ouro

Macunaíma, criado por Arnaldo Hirai no Boca de Ouro/ Pablo Lobo

Além do Macunaíma, são mesclados outros drinques com licor, cachaça, gin, toques mais cítricos, amadeirados e até salinos. As novas criações são do bartender Ale Prates, que lançou no ano passado uma carta autoral:

Public Enemy #1 (R$ 36)
Gin infusionado com Coentro, Cordial de Vinho Chardonnay e Club Soda 

Cortiço (R$ 36)
Cachaça, Orgeat de Castanha de Caju, Limão Tahiti e Angostura

Pegu Club (R$ 38)
Gin, Licor de Laranja, Limão Siciliano, Bitter de Laranja e Angostura

The Expedition! (R$ 38)
Rum Spiced, Rum Envelhecido, Bourbon, Licor de Café, Mel, Limão Tahiti e AngosturA

Os preços variam entre R$ 29 e R$ 38 — e, por algum pacto silencioso com a clientela, jamais ultrapassam os R$ 40. Teimosia, propósito ou statement, nunca passam dos 40 reais. Entre as opções do menu, comi a moela, que aprendi a apreciar no bar do Momo, no Rio de Janeiro servida no Boca com uma farofa amanteigada, tomates cozidos e coentro.

O Bolovo é outro carro-chefe, renascido pelas mãos de Alessandro Salerno, que despensa os holofotes, ganhou um espaço nos cardápios mais descolados da cidade após ser reapresentado por lá.

Entre as opções, que variam, escritas em giz sobre lousa, também está o picles empanado – que eu terei que voltar para provar.