A menos de duas horas de Valdivia, Panguipulli concentra em uma única região paisagens que poderiam facilmente pertencer a diferentes viagens. São sete lagos de águas cristalinas, vulcões, florestas milenares e uma extensa rede de fontes termais em meio à natureza.
Conhecida como a “Terra dos Sete Lagos”, a comuna fica na Região de Los Ríos, no sul do Chile, e reúne experiências que vão de esportes de aventura e trilhas a banhos termais e vivências ligadas à cultura mapuche.

Lago Panguipulli / Foto: Sernatur
Sete lagos entre montanhas e vulcões

Foto: Siete Lagos Chile
A geografia de Panguipulli favorece os esportes de aventura e as atividades ao ar livre. Rios como o Fuy são procurados para rafting, caiaque e pesca esportiva, enquanto os lagos abrem espaço para passeios de barco e travessias que também funcionam como parte do deslocamento pela região.
Uma delas cruza o Lago Pirihueico, entre Puerto Fuy e Puerto Pirihueico, em uma rota que segue em direção à fronteira com a Argentina.
Um território marcado pelas águas termais

Termas Geometricas / Foto: Sernatur
A água também aparece em outra versão por aqui. A região reúne cerca de 14 complexos de fontes termais naturais, concentrados principalmente em localidades como Coñaripe e Liquiñe.
Para quem prefere explorar o destino a pé, áreas protegidas como a Reserva Nacional Mocho-Choshuenco e a Reserva Biológica Huilo Huilo oferecem trilhas em meio às florestas e paisagens marcadas pelos vulcões.
Cultura mapuche faz parte da viagem
A identidade de Panguipulli também está profundamente ligada à presença do povo mapuche, cuja cultura aparece na gastronomia, no artesanato e em iniciativas de turismo comunitário conduzidas pelas próprias comunidades.
Localidades como Coñaripe, Neltume e Choshuenco funcionam como pontos de apoio para explorar a região e concentram opções de hospedagem, especialmente cabanas e pousadas.
No centro de Panguipulli, a arquitetura guarda ainda um de seus marcos históricos: a igreja de madeira construída em 1947, ligada à tradição madeireira que marcou o desenvolvimento da região.
Como chegar a Panguipulli
Para quem parte do Brasil, a viagem normalmente passa por Santiago, de onde é possível seguir em um voo doméstico para Valdivia ou Temuco. A partir dessas cidades, o restante do trajeto até Panguipulli é feito por via terrestre.
A região pode ser visitada durante todo o ano, mas a paisagem, e a própria viagem, muda bastante de acordo com a estação. No verão austral, entre dezembro e março, os dias mais longos favorecem atividades aquáticas, trilhas e praias de lago.
No outono, as florestas mudam de cor e as temperaturas mais amenas tornam os banhos termais ainda mais convidativos. É uma das épocas em que fica mais evidente a diversidade de Panguipulli: um destino em que lagos, montanhas, florestas e águas quentes podem fazer parte do mesmo roteiro.









